Roberto Alvarenga Assis BRA87 Campeão Nacional.

O 32º Campeonato Brasileiro da Classe Marblehead foi marcado por alto nível técnico, disputas intensas e um ambiente de grande esportividade entre os participantes. Realizado nas dependências do Joinville Iate Clube, o evento reuniu velejadores de diferentes estados do país, consolidando-se como mais uma edição memorável da classe M no calendário nacional.
Organizado pela ANOCAVE – Associação Catarinense de Veleiros Rádio Controlados, o campeonato contou com a presença de 12 competidores vindos de Santa Catarina, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. Ainda que alguns nomes importantes não tenham podido comparecer, o nível da competição se manteve elevado, com disputas equilibradas e regatas tecnicamente exigentes.
A raia do JIC, já conhecida pelos velejadores, mais uma vez se apresentou como um dos grandes desafios do campeonato. Como destacou o velejador Rof Stange BRA 49, “as dificuldades são para todos”, referindo-se às condições típicas do local, com influência de maré e ventos imprevisíveis. Esses fatores, longe de prejudicar, elevaram o nível técnico das regatas, exigindo constante adaptação dos competidores e tornando cada prova ainda mais interessante.
As regatas tiveram início na sexta-feira, após o almoço, com ventos que permitiram inicialmente o uso de vela A (Rig A). Ao longo do dia, com a intensificação do vento, houve necessidade de troca para a vela B (Rig B), mostrando a variabilidade das condições. A disputa pelas primeiras posições foi acirrada desde o início, com destaque para os duelos entre Roberto Alvarenga Assis BRA 87 e Cláudio Vaz BRA 66, que protagonizaram verdadeiros “pegas” na água, alternando constantemente a liderança. Ao final do primeiro dia, após 12 regatas, a diferença entre os dois primeiros colocados era de apenas um ponto.
No segundo dia, as condições seguiram desafiadoras. As primeiras regatas ainda ocorreram com Rig A, mas o aumento gradual do vento levou parte da flotilha a migrar para o Rig B e, em momentos mais intensos, até para o Rig C. Nessas condições, foi possível observar diferenças de desempenho entre configurações de equipamentos, como os sistemas Swing Rig e Shroudless, que apresentaram vantagens específicas conforme o rumo — popa ou contravento.
Ao todo, foram realizadas 28 regatas, sem grandes incidentes. Um dos pontos mais destacados pelos participantes foi o elevado nível de esportividade. Todos os protestos foram resolvidos ainda na água, sem necessidade de encaminhamento à comissão de regatas, evidenciando o respeito mútuo entre os velejadores.
A condução técnica do evento também recebeu elogios. A comissão de regata, liderada por Eduardo (JIC), foi considerada impecável, tanto na montagem quanto no posicionamento da raia, sempre ajustada de forma precisa às condições do momento. O sistema de resgate de barcos funcionou de forma eficiente, sem intercorrências relevantes.
A organização geral, sob o comando de Roberto A. Assis BRA 87 e com o apoio do coordenador da classe Maarblehead – Ricardo Mauzer BRA 73, foi amplamente reconhecida como exemplar. A infraestrutura do evento, apesar de alguns pontos a melhorar — como a distância entre o trapiche e a área de apoio, a ausência de sombra e a falta de água potável na área de pilotagem — não comprometeu o sucesso da competição, que transcorreu de forma fluida e bem estruturada, onde a para técnica de 30 minutos após realizadas 4 regatas, foi o ponto alto na recuperação ânimo para enfrentar o sol abrazador.
Outro destaque foi a presença de novos projetos de embarcações altamente competitivas, como os modelos F5, Niou Niou, Grunge e Quark, que trouxeram ainda mais dinamismo à flotilha e apontam para a constante evolução técnica da classe.
Além das disputas na água, o campeonato também promoveu momentos de confraternização. Ao final do primeiro dia, os velejadores se reuniram no clube, em um ambiente descontraído, com direito a chopp e a tradicional gastronomia local, fortalecendo o espírito de amizade que marca a vela rádio controlada.
Na cerimônia de premiação, foram entregues troféus de alto padrão, com destaque para a passagem do troféu permanente de campeão. O título ficou com o velejador Roberto Assis BRA 87, que demonstrou grande consistência ao longo do campeonato. O segundo lugar foi conquistado por Cláudio Vaz (BRA 66), seguido pelo velejador Jorge Bercht BRA 13 na terceira colocação.
Ao final, a avaliação geral dos participantes foi unânime: tratou-se de um campeonato de alto nível, que reuniu técnica, competitividade e espírito esportivo em igual medida. Como resumiu Rof Stange, foi “um campeonato fantástico” — daqueles que deixam saudades e reforçam a força da Classe Marblehead no cenário nacional.
Edição de texto: Célio Souza
Comentários: Claudio Vaz – Rolf Stange – Roberto Mitelzttat
Vela RC Brasil Express agradece aos comentaristas que proporcionaram brindar com informações precisas sobre o evento.
RESULTADOS
Você precisa fazer login para comentar.